ESTUDO DO MEIO – SÃO PAULO

São Paulo Contemporânea: urbanização e cotidiano

O estudo do meio do segundo ano do ensino médio propõe uma análise dos processos de urbanização na cidade de São Paulo, do século XIX ao atual, tendo como foco de análise a expansão da mancha urbana, que vai do centro antigo de São Paulo em direção às zonas oeste e sudoeste, marcada pelas centralidades da Avenida Paulista, (Nova) Faria Lima, Luiz Carlos Berrini.

O estudo tem como proposta geral o entendimento das dinâmicas que orientam o desenvolvimento das cidades contemporâneas, bem como suas caracteristicas espaciais e sociais.

A ideia central é mostrar como o discurso do desenvolvimento urbano, bem como os modelos ou modos de vida urbana concretizam o desenvolvimento de um espaço urbano marcado pela perda do sentido do espaço público na cidade, fortalecendo uma experiência na cidade marcada pela fragmentação do espaço urbano e a segregação econômica-espacial.

As principais localizações selecionadas para os exercícios de observação e análise da cidade de São Paulo são:

  1. Uma saída em grupo indicada pelo professor e feita de forma independente pelos alunos como um exercício de circulação, observação e registro fotográfico, incluindo um relatório do trajeto pela Avenida Paulista e arredores para observação da  paisagem e das relações sociais presentes nesse espaço da cidade.
  2. Uma primeira saída com a Escola pelo bairro do Brás e Zona Cerealista para a observação de paisagens antigas da  cidade e os processos de refuncionalidade e reforma urbana, bem como os atores sociais presentes nestes espaços.
  3. Segunda saída com a Escola pelo centro de São Paulo passando pelas localizações da Sé, Largo São Francisco, Praça do Patriarca, São Bento, 25 de Março, Mercado Municipal, Avenida Senador Queirós, Vale do Anhangabaú, Teatro Municipal, Praça da república, Avenida Ipiranga, Luz, Parque da Luz. Observação e análise dos processos iniciais que orientavam a urbanização paulistana, bem como os processos de desenvolvimento e decadência estrutural e social das regiões centrais.
  4. Terceira saída com a Escola seguindo a linha ferroviária Cidade Universitária (oeste-sul) – o centro da antiga vila de Santo Amaro, atual bairro de São Paulo. Roteiro de observação e registro da nova urbanização de São Paulo associada ao capital corporativo global nas localizações e arredores das estações Berrini e Vila Olímpia.

 

Os principais questionamentos que orientam a imersão dos alunos nesses diferentes espaços urbanos são:

ü    O que a cidade expressa através de suas paisagens?

ü    O que a cidade comunica através de sua arquitetura, traçados ou “arte pública”?

ü    Como compor uma visão da cidade atual através do estudo das cidades contemporâneas, com especial ênfase a cidade de São Paulo?

ü    Que tipo de população circula por esses ambientes? Como circula?

 

Um dos objetivos principais deste estudo do meio é desenvolver a percepção de que o espaço da cidade pode se tornar um território de conflitos, interesses opostos e um lugar de expressão e comunicação visual-verbal que inclui diversos segmentos e atores sociais, como o publicitário, o administrador, o construtor, o artista de rua entre outros.

Outra finalidade ainda é a percepção de que a cidade é produto de diferentes tempos e relações sociais que, embora temporalmente difusas e segregadas espacialmente, compõem um todo, camadas sobrepostas, uma acumulação desigual de tempos, como afirma o saudoso geógrafo Milton Santos.

Toda proposta detalhada do curso, além da organização das aulas, pode ser encontrada no site: www.reverbe.net/cidades

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